Cinco a cada seis crianças com menos de 2 anos não são alimentadas com comida suficientemente nutritiva para a sua idade, o que as priva da energia e dos nutrientes de que precisam no momento mais crítico de seu desenvolvimento físico e cognitivo. É durante a primeira infância que temos a maior necessidade de nutrientes em toda a vida. Mas o corpo e o cérebro de milhões de crianças pequenas não atingem seu pleno potencial, porque elas estão recebendo muita pouca comida, muito tarde.
A desnutrição crônica chega a 40% em crianças indígenas.

Você pode ajudar

Desnutrição

(Apenas R$ 0,66 por dia)

Comprimidos para 185 crianças contra infecções causadas por vermes intestinais.

Desnutrição

(Apenas R$ 1,16 por dia)

80 pacotes de sais de reidratação oral para ajudar muitas crianças desidratadas.

Desnutrição

(Apenas R$ 2 por dia)

Forneça a três crianças desnutridas, durante cinco dias, alimento terapêutico que salvará sua vida.

 

Desnutrição

Por que precisamos de sua ajuda?


7,2 milhões de brasileiros enfrentam situação grave de privação de alimentos, incluindo experiência de fome. Isso significa que um em cada quatro lares brasileiros ainda vive em insegurança alimentar em algum grau. O Nordeste é a Região que apresenta a maior taxa de domicílios em situação de insegurança alimentar: 38,1% das moradias nordestinas apresentam algum tipo de restrição alimentar. Populações indígenas também são umas das que mais sofrem pelo déficit alimentar: enquanto a desnutrição crônica chega a 40% em crianças indígenas, no resto do Brasil é de 7%, o que configura que crianças indígenas têm duas vezes mais risco de morrer antes de completar 1 ano do que as outras crianças brasileiras, por causas que poderiam ser evitadas.
Mas, essa é apenas parte das necessidades. Em países em situação de conflitos armados, cerca de 22 milhões de crianças foram deixadas com fome, doentes, deslocadas e fora da escola.
Garantir o direito à sobrevivência e à saúde a toda criança ainda é um desafio. Os direitos de cada criança começam – e devem ser garantidos – antes mesmo do nascimento. Para tanto, precisamos fornecer a essas crianças comida, água, saúde, educação e serviços de proteção.
Precisamos da sua ajuda para chegar em regiões mais vulneráveis e garantir o direito à sobrevivência e à saúde a toda criança. Se nada for feito 69 milhões de crianças podem morrer de doenças e outras causas evitáveis antes de completarem cinco anos até 2030.
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD, 2013)

A ajuda do UNICEF

Embora, em 2014, o Brasil tenha saído do mapa da fome da ONU, alcançando índices menores que 5%, a falta de comida ainda é uma realidade encontrada em regiões específicas da nação sul-americana.
Para mudar esse cenário, o programa do UNICEF conta com estratégias específicas para atender crianças indígenas que têm menos de cinco anos e apresentam desnutrição crônica. São desenvolvidos e implementados projetos-piloto em cinco comunidades de maior vulnerabilidade. Outra ação será uma pesquisa sobre determinantes sociais da mortalidade infantil nessa população.
A nutrição adequada das crianças impacta todo o seu desenvolvimento. Historicamente, o Brasil alcançou resultados incríveis na redução da desnutrição, mas deixou para trás suas populações mais vulneráveis, como milhares de crianças indígenas. Ao mesmo tempo, a obesidade aumentou de forma preocupante. Precisamos agir rapidamente para reverter esta situação.
Para chegar até os meninos e meninas em maior situação de risco, o UNICEF planeja utilizar duas iniciativas que já existem – o Selo UNICEF Município Aprovado e a Plataforma dos Centros Urbanos.
Com os projetos, o UNICEF mobiliza prefeituras, a sociedade civil, empresas e os próprios adolescentes para que, juntos, encontrem soluções para aperfeiçoar políticas públicas. No último ano, mais de 1,8 mil municípios participaram das iniciativas.
Os dados aqui apresentados referem-se ao contexto do Brasil e do mundo.